sábado, 13 de junho de 2015

Mon cher Marie

Mon cher Marie

Não te arrisques nas estradas da raiva que não te mantem de pé, não lhe mantém em pé...!!!
Se não dá pé, não mergulhe, hão mares que tem pedra e hão de ter rios que tem areia
Nade sereia, nade serena, sua sanidade há de ser senil
Há de ser torpe!

Tantas torpezas não convidadas entrarão pela porta, quando reta e quando torta
Os espíritos são passageiros, nunca serão motoristas
Você é você e não seus antepassados
Seus medos podem ser presentes, mas também podem ser ultrapassados

Sem medo de errar
O medo é passageiro, sempre com bilhete único
Não paga passagem, passa por baixo da roleta
não dê a alma, nem o coração nem a vinheta

Seus olhos hão de umedecer
Sua alma a se entristecer
Não se perca em sentimentos
em lamúrias e engarrafamentos

Chore à ebriedade alheia
mas se incomode à sobriedade própria
tens de louca um coração
tens de pouca a de outrem razão

Não queira ser dona da razão
Nem diga que não te digo
Não que seria de toda coração
Mas se o fosse seria abrigo

Tem pessoas que são rainhas
nascem rainhas
vivem rainhas
e tornam-se mendigos

Se o seu coração
em turva e alva espreita
esqueça que tudo tem sentido
e sentido lembre-se que tudo se ajeita

Vá ser Gauche na vida
pode-se ser gauche a torto e à direita
Gauche não é privilégio de sentido
é uma simples autonomia que te espreita

E tú? O que vai falar que era em Barbacena?
Comece adulta nova antes que seja uma eterna pequena
há de crescer sem risco
há de riscar sem crescer

Deixe viver.. e seu corpo ficará Odara!!!

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